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Eleições “livres” nos EUA: se você não é o 1% + rico, você é descartável. E idiota

 

USA Flag

 

“A posição política dos dois partidos americanos é clara: se você não é o 1%, você é descartável. E idiota”

 

Um artigo de Paul Craig Roberts aborda as eleições americanas deste ano com uma ironia devastadora, a começar pela provocação do título. Diz ele que se as convenções de partidos nos EUA valessem nota de 1 a 10 por inteligência e sensibilidade, daria zero à republicana e 1 à dos democratas:cruzescomo os EUA podem ser “a única superpotência mundial”, se os dois principais partidos políticos ignoram completamente o que acontece em casa e no mundo?

Os republicanos esperam vencer impulsionados por quatro anos de propaganda anti-Obama e suas máquinas de votar eletronicamente programadas e jamais fiscalizadas. Ininterruptamente, durante quatro anos, agentes dos republicanos inundaram a internet com retratos de Obama em que ele foi representado como “‘cidadão estrangeiro”, não norte-americano; como muçulmano (apesar de Obama ter passado quatro anos matando muçulmanos em sete países do planeta!) e como marxista (apesar de guindado ao poder pelolobby israelense, Wall Street e o complexo militar de segurança!).

O pior é que a maioria dos republicanos votará contra Obama baseados nessas sandices, apesar do estranho fato de que nenhuma comissão da Câmara de Deputados (controlada pelos republicanos, diga-se) jamais ter realizado investigação alguma sobre o estranhíssimo fato de os EUA continuarem a ser governados por um estrangeiro, muçulmano e marxista (além de negro)!

Se Obama não é cidadão dos EUA, por que os cães de guerra da agressiva Câmara de Deputados republicana não capitalizam o fato que tanto “noticiaram”? Nada mais fácil que uma Comissão Parlamentar de Inquérito investigar e determinar se o presidente, afinal, é ou não cidadão dos EUA! O fato é que, apesar da propaganda, os republicanos nada fizeram para capitalizar as loucuras espalhadas pela Internet por seus próprios agentes.

Ou os republicanos sabem que disseminam mentiras, ou não querem que o próprio Congresso declare que Obama é cidadão dos EUA, ou os republicanos, depois de destruir até a última linha a Constituição dos EUA, reduzindo-a a estilhaços de papel, sentem que inventar discussões sobre o pouco que resta da Constituição seria hipocrisia demais – uma apoteose da hipocrisia, e esta sim, indisfarçável – uma vez que não desejam que se discutam questões constitucionais e se descubra que, há muito tempo, os republicanos tratam a Constituição como letra morta.

Senão, vejamos: se os republicanos já destruíram o habeas corpus, o devido processo legal, violaram sistematicamente a leis, sejam nacionais e internacionais, ignoraram a independência entre os Poderes e criaram um Cesar imperial, por que os democratas se importariam que os EUA fossem governados por um cidadão não-americano, muçulmano e marxista (além de negro)?

Por que os republicanos não levantaram (na Convenção Nacional) a questão de, no governo Obama, o Executivo continuar mandando assassinar cidadãos norte-americanos, sem qualquer processo legal de julgamento? Não há uma linha, na Constituição dos EUA, nem na lei ordinária que autorize esse tipo de crime. Só na não-lei do estado policial de Gestapo, a que está reduzido o governo dos EUA, o presidente pode ordenar assassinatos premeditados. Mas a respeito os republicanos mantiveram silêncio absoluto. Porque essa é a parte do governo dos democratas que os republicanos apoiam e aprovam. Afinal, quem inventou tudo isso foi o presidente Bush, outro republicano, e eles têm que ser “coerentes”, certo?

Por que os democratas não discutiram, na Convenção Nacional, a questão de governos republicanos terem levado os EUA a mais de uma guerra, unicamente baseados em boatos decorrentes do 11/9, sem nunca terem investigado efetivamente os eventos do 11/9?

Não há nos EUA um único arquiteto sério, um único engenheiro estrutural competente, um único físico, um único químico, um único especialista sério em segurança nacional que tenha engolido sequer uma linha da história oficial que o governo dos EUA divulga sobre o 11/9. Até os primeiros a chegar ao local do desmoronamento, nem as testemunhas nem os sobreviventes, tampouco acreditam numa palavra sequer dessa história. No entanto, a maioria dos especialistas fica em silêncio, porque senão desaparecem as verbas de pesquisa nas universidades nas quais têm de trabalhar para viver, ou somem os projetos de arquitetura e engenharia nos seus escritórios, boicotados por ex-clientes e excelsos patriotas. Contudo, apesar de todos esses riscos, 1.700 arquitetos e engenheiros norte-americanos encaminharam documentação ao Congresso, em que demonstram por que não acreditam numa linha da explicação oficial sobre o 11/9, exigindo uma investigação que vise revelar a verdade e não “comprovar” mentiras.

Por que nenhum dos dois partidos levantou (nas respectivas convenções nacionais) a questão de como é possível que alguém ainda espere que a economia dos EUA entre em processo de recuperação, se as grandes empresas já exportaram, para sempre, milhões de empregos da classe média, sejam trabalhadores não qualificados, sejam qualificados, além de prestadores de serviços. Já faz uma década que a economia norte-americana só tem fôlego para criar subempregos, nenhum deles exportável, tipo tarefas domésticas, atendente de balcão, garçonetes, faxineiros hospitalares, etc.

Sobre empregos, os dois partidos só repetem o mais completo nonsense. Os republicanos dizem que só criará empregos quem cortar impostos dos ricos, e os Democratas afirmam que só criará empregos quem subsidiar programas de empregos. Os Republicanos dizem que os programas de empregos dos Democratas só fazem desviar dinheiro de investimentos lucrativos para enriquecer traficantes de drogas e donos de bares. Os Democratas argumentam que os impostos baixos para os mais ricos só fazem subsidiar iates, carros exóticos, aviões particulares e relógios de 800 mil dólares para o 1% – sendo que a maioria desses bens é produzida no exterior.

Nenhum dos dois partidos políticos jamais admitirá que, quando as empresas norte-americanas transferem suas fábricas para o exterior a fim de produzir produtos para o próprio mercado dos EUA, os americanos são segregados, exilados de toda a renda associada à produção dos bens e serviços que consomem. A exportação das fábricas e dos empregos é defendida por esses dois patéticos partidos políticos, a pretexto de estarem aplicando a ideologia do “livre comércio”. Ou o mantra neoliberal. Ou ambos, a cartilha rezada pelo 1% dos ricos da humanidade esquizóide.

De fato, a exportação de fábricas e empregos é uma espécie de “doação” do que um dia foi o PIB dos EUA, à China, à Índia e a outros países nos quais as empresas norte-americanas instalam suas fábricas, enquanto o PIB dos EUA escoa pelo ralo, engorda o PIB dos outros países que produzem os produtos que as empresas norte-americanas vendem a norte-americanos endividados. E economistas idiotas chamam de “livre comércio” o que qualquer um vê que é a “desindustrialização dos EUA”.

Qualquer economista inteligente – o que é um oximoro – sabe que destruir a renda dos consumidores, arrancando-lhes os empregos para exportá-los para outros países, deixa tais consumidores sem renda para comprar, sequer, os produtos cuja produção foi exportada.

Mas, nem a republicanos nem a democratas interessa admitir tal “desconexão”. Nem republicanos nem democratas podem expor-se a este risco, porque todos dependem do dinheiro das mesmas mega empresas para pagar as respectivas campanhas eleitorais. Além do mais, exportar fábricas e empregos para terras distantes faz explodir os lucros das empresas e, consequentemente, o valor das ações, os dividendos distribuídos entre os acionistas e os bônus a pagar aos gerentes e executivos.

Em síntese, por mais absurda que seja: partido político que se oponha a exportação de fábricas e empregos dos eleitores nos EUA não arranja dinheiro para campanha eleitoral, ergo não consegue ser eleito.

Assim, afinal, se cria um quadro ‘eleitoral’ no qual a “única superpotência mundial”, a “nação indispensável”, a “senhora da hegemonia mundial” está caminhando para eleições nas quaisnenhum eleitor consegue entender o que realmente está em jogo nas tais “eleições justas, livres e democráticas”.

Por que nenhum dos dois partidos perguntou: se Washington demonizou, garantindo que “isolou” totalmente o Irã, porque, semana retrasada, haviam 120 países reunidos em Teerã, na reunião do Movimento dos Não Alinhados? A propaganda de Washington está falhando? Washington já não consegue convencer o mundo de que países que Washington deseja destruir são “o mal” e merecem ser destruídos?

Mas se a propaganda de Washington começa a fazer água, também começa a fracassar seu poder hegemônico. Se Washington planeja aliar-se à mais atrasada ideologia neoconservadora para tentar manter-se como potência hegemônica, então Washington também está fracassando. E já não existe a tal “única superpotência” que os EUA ainda fingem ser.

Especialistas em política externa (nenhum deles contratado por qualquer dos dois grandes partidos norte-americanos) já perceberam que Washington há muito trocou o “soft power” pelas mais descaradas mentiras e os mais injustificados ataques militares contra sete países muçulmanos, o “plano” de cercar a Rússia com bases de lançamento de mísseis, além de cercar a China com bases aéreas, navais, quartéis e marines.

Em outras palavras: se já nem Washington acredita na força moral de Washington, resta a força financeira e a militar – aliás, forças insuficientes (posto que advindas da mentira e da coerção) e, a longo prazo, condenadas ao fracasso.

Nem republicanos nem democratas perguntam por que os EUA estão em guerra contra os muçulmanos, ao lado de Israel. Por que norte-americanos são mandados à guerra, perdem braços, pernas, a própria vida, e os EUA empobrecem porque o déficit de guerra já é impagável, o que significa que o povo norte-americano compromete o futuro dos próprios filhos e netos por… Israel?!

Vote em quem votar, seja qual for o partido ou o candidato votado, quem votar nos EUA em novembro estará votando a favor de Israel. E do autodescarte.

A saída dos dois partidos é botar a culpa pela bancarrota nacional no pouco que Washington faz pelos norte-americanos mais pobres. A bancarrota dos EUA é culpa da Seguridade Social, do Medicare, dos bônus de alimentação, dos subsídios à moradia, das bolsas de estudo – de qualquer coisa e de tudo que ajude mais os cidadãos que o 1%.

Em resumo, a posição política dos dois partidos é clara: se você não é o 1%, você é descartável. E idiota.

 

 

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No Brasil, o ateísmo, nos EUA um muçulmano ou um mórmon?

 

Mitt Romney

 

 

No dia 29 de maio, Mitt Romney obteve o número necessário de delegados que, na convenção do fim de agosto, em Tampa (Flórida), lhe garantirão a nomeação como candidato republicano às eleições presidenciais de novembro. Romney obteve sucesso apesar do fato de ser mórmon, ou seja, de pertencer a uma religião profundamente em conflito com a base do Partido Republicano, branca e evangélica (composta por batistas, pentecostais, metodistas e muitos outros).

O mormonismo começou nos anos 1920, por obra de Joseph Smith, que afirmava ter tido visões divinas. O Livro de Mórmon que Smith dizia ter traduzido das tábuas de ouro que lhe foram mostradas por um anjo, revela que Deus, centenas de anos antes do nascimento de Cristo, levou uma tribo dispersa de Israel aos atuais Estados Unidos e que Jesus visitou esse povo depois da sua ressurreição.

Esse e outros textos canônicos formam a base de uma série de crenças em contraste com o cristianismo tradicional. Os fiéis rejeitam a fórmula do Credo sobre a Trindade, acreditam em uma revelação contínua de Cristo através dos profetas mórmons e negam que Deus tenha criado o mundo do nada.

Uma questão ainda mais controversa é a que se refere à poligamia, praticada pelos mórmons até o fim do século XIX, quando, depois que uma decisão da Suprema Corte proibiu o casamento com várias mulheres, os líderes da Igreja anunciaram ter recebido uma nova revelação que os chamava a abandonar a prática. É interessante notar que o bisavô de Romney se recusou a abandonar suas quatro esposas e seus 30 filhos e, em 1885, fugiu para o México. O pai de Romney nasceu no México e voltou para os EUA apenas aos cinco anos.

Em resumo, o mormonismo abraça muitas crenças que católicos e protestantes consideram esotéricas, na melhor das hipóteses, senão heréticas. Ao contrário dos fundamentalistas, que acreditam que a Bíblia é a única revelação autorizada de Deus, os mórmons acreditam que as revelações posteriores têm um status canônico igual. Diferentemente dos pentecostais, que acreditam que o Espírito Santo continua inspirando as curas através da oração ou o falar muitas línguas, os mórmons acreditam que a revelação é contínua, através da mediação das lideranças religiosas. Recentemente, diante dos protestos dos judeus, eles abandonaram a prática de celebrar o “batismo por procuração” daqueles que foram mortos no Holocausto. Caso único também é a crença dos mórmons no Jardim do Éden, localizado no Estado de Missouri.

Além de ter diferenças doutrinais, os mórmons e os evangélicos estão competindo em muitas partes do mundo na sua obra de proselitismo. Os primeiros encorajam os jovens a passar dois anos em atividade missionária – Romney, quando jovem, esteve na França –, e, segundo a Igreja mórmon, há cerca de 50 mil missionários ativos em todo o mundo.

Apesar disso, muitos evangélicos admitem que os mórmons tendem a viver de modo devoto, embora nos erros das suas doutrinas. Aos mórmons não é permitido fumar ou beber álcool, e eles também têm que se abster do café. Enfatizam muito a importância da família e se opõem ao aborto, exceto em casos de estupro, incesto ou para salvar a vida da mãe.

Além disso, a sua Igreja financiou o esforço para proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Assim, enquanto muitos pastores evangélicos consideram heréticas as convicções dos mórmons e se preocupam que uma presidência de Romney poderá dar legitimação a essa religião com a qual eles competem pelas conversões na África, Ásia e América Latina, no entanto, eles veem em Romney alguém que reflete melhor do que Obama os seus valores de ética sexual e social, especialmente depois que o atual presidente se manifestou em favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Durante as eleições primárias, Romney fracassou constantemente para conquistar os votos dos evangélicos brancos, dirigidos a outros candidatos. Em Estados como Tennessee, Carolina do Sul e Kansas, onde os evangélicos brancos eram a maioria dos eleitores, Romney foi derrotado. Mas depois de gastar milhões de dólares nas eleições primárias em campanhas contra os seus adversários, no fim, Romney saiu vencedor.

A pergunta em torno da sua campanha era se os seus péssimos resultados entre os evangélicos brancos seriam compensados pela hostilidade, senão pelo ódio, que estes mesmos eleitores têm contra Obama. Até agora, a resposta é positiva: os evangélicos brancos estão engolindo o sapo e estão se alinhando com a candidatura de Romney.

Uma pesquisa de maio passado realizada pelo PRRI (Public Religion Research Institute) mostrou que, entre os evangélicos brancos, Romney obteria 68% dos votos (Obama, 19%). Em comparação, entre os brancos pertencentes às Igrejas protestantes “históricas” (aqueles que não se identificam como “evangélicos”, como os episcopais e os presbiterianos), Obama superava Romney com 50% contra 37%. Obama superava Romney entre os católicos (46% contra 39%), mas entre os católicos brancos Romney levava a melhor com 48% contra 37%. De fato, são os católicos de origem latino-americana que apoiam Obama majoritariamente.

Ainda em maio, uma pesquisa da Brookings Institution, prestigioso think-tank de Washington, concluía que “os entrevistados em geral – e em particular os evangélicos brancos – são propensos a votar em Romney, independentemente do que sabem de sua religião”. Na verdade, aqueles que se identificam como eleitores de “ideias políticas conservadoras” são mais propensos a apoiar Romney depois de qualquer menção à sua fé, um resultado que provavelmente deriva da associação de Romney com o conservadorismo da Igreja mórmon.

Outro ponto de convergência entre Romney e os eleitores evangélicos é a visão sobre o excepcionalismo norte-americano. Em 1979, quando o Rev. Jerry Falwell formou a Maioria Moral para organizar os eleitores evangélicos e encorajá-los a entrar na política, ele disse que ser “pró-americano” era um elemento-chave da sua agenda. A ideia de que os EUA têm uma missão especial e providencial no mundo tem raízes profundas na história protestante dos EUA, e Falwell atualizava essa história para favorecer um chauvinismo extraordinariamente disposto a pressionar pelo emprego da força militar dos EUA no mundo como instrumento de difusão da democracia e do cristianismo.

Para os mórmons, esse chauvinismo é, se possível, ainda mais extremo. Joseph Smith não só acreditava que o Jardim do Éden estava localizado nos EUA e que lá ocorreria também a segunda vinda de Cristo, mas também acreditava que a Constituição norte-americana foi inspirada por Deus.

Ainda em 1969, o chefe da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (esse é o nome oficial dos mórmons) reafirmava desta forma essa convicção: “Nós acreditamos que a Constituição dos EUA foi inspirada divinamente, que foi redigida por ´homens sábios´ que Deus fez nascer para esse ´propósito específico´, que os princípios representados na Constituição são tão fundamentais e importantes que, se possível, deveriam ser estendidos para os direitos e a proteção de toda a humanidade”.

Mitt Romney, que foi missionário e depois também bispo mórmon, começou a adotar nos seus discursos os termos do excepcionalismo norte-americano, arrancando aplausos entusiasmados. Para um homem que mudou de opinião sobre uma série de questões, esse é um tema em que as suas convicções religiosas e políticas do seu partido coincidem perfeitamente, embora o excepcionalismo norte-americano tenha um história infeliz em terras estrangeiras.

O que quer que se possa esperar de uma presidência de Romney, certamente não faltará uma política externa mais enérgica e militarizada do que a buscada pelo presidente Obama.

Obama, o muçulmano

O presidente negro e o desafiante mórmon. O lado mais retraído dos EUA ainda suspeita que Barack Hussein Obama esconde a sua verdadeira fé muçulmana. Mas o lado mais tolerante dos EUA olha com desconfiança para aquele Mitt Romney que ostenta uma religião liquidada, muitas vezes vista como seita.

A questão é tão ardente que os adversários raramente aceitam falar sobre isso. Mas o fizeram para a Cathedral Age, a revista da Catedral Nacional de Washington, igreja-símbolo da unidade nacional, na primeira entrevista de uma série que irá apresentar reflexões sobre a fé nos EUA, a partir de proeminentes líderes do pensamento e indivíduos de diferentes origens ou perspectivas religiosas.

Se Dilma é considerada atéia ou agnóstica e o Lula frequenta terreiro espírita, a questão fundamental desse debate é, para além da liberdade religiosa, o limite entre fé e política. Se o diálogo entre fé e política pode ser muito salutar, o limite entre ambas, tênue e perigoso, quando ultrapassado, gera confusão e tem como consequência grave prejuízo à democracia e a propria liberdade religiosa. Ninguém quer ver um país sendo governado por bancadas evangélicas, católicas ou de qualquer outra religião. É claro que, tampouco, por bancada ruralista ou mensaleiros.

 

A reportagem é de Michael Sean Winters, publicada na revista Popoli, dos jesuítas italianos, Dom Total, 23-08-2012.

 

 

Fonte: domtotal

 

 

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