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Bispo Desmond Tutu: prefiro o inferno a um céu homofóbico

Desmond Tutu 2007 at the Deutscher Evangelisch...

 

Desmond Tutu denounced religions that discriminate against LGTB-identified people by making some very strong statements during the United Nations’ launch of its gay-rights program in Cape Town this Friday, reports AFP.

 

 

He leaves no doubt about his opinions regarding LGTB rights, declaring:

 

 

I would not worship a God who is homophobic and that is how deeply I feel about this.

 

 

He added:

 

 

I would refuse to go to a homophobic heaven. No, I would say sorry, I mean I would much rather go to the other place.

 

 

South Africa’s iconic archbishop is clearly still fighting for equality despite his retirement, as he went on to relate the gay rights issue to his country’s tumultuous history, saying:

 

 

I am as passionate about this campaign as I ever was about apartheid. For me, it is at the same level.

 

 

Abaixo, as reportagens:

 

1. “Desmond Tutu: I’d pick hell over an anti-gay heaven” (The Washington Times)

 

South Africa’s iconic retired archbishop, Desmond Tutu, said on Friday that if he had his pick, he’d go to hell before heading to a heaven that condemned homosexuality as sin.

 

“I would not worship a God who is homophobic and that is how deeply I feel about this,” he said, by way of denouncing religions that discriminate against gays, in Agence France-Presse..

 

He added, AFP reported: “I would refuse to go to a homophobic heaven. No, I would say sorry, I mean I would much rather go to the other place.”

 

He made the remarks during the United Nations‘ launch of its gay-rights campaign in Cape Town.

 

Mr. Tutu also likened equal rights for gays to the fight for equal rights for blacks.

 

“I am as passionate about this campaign as I ever was about apartheid,” he said, AFP reported. “For me, it is at the same level.”

 

 

 

Fonte: Washington Times

 

2. Desmond Tutu Says He’d Pick Hell Over A Homophobic Heaven (Queerty)

 

“I would not worship a God who is homophobic and that is how deeply I feel about this. I would refuse to go to a homophobic heaven. No, I would say sorry, I mean I would much rather go to the other place.”

 

– South African Bishop and Nobel Peace Prize Winner Desmond Tutu, on where he would prefer to spend eternity, as reported by Washington Times. (Given the type of folks who would likely populate a homophobic heaven, he would be making the right choice.)

 

Fonte: Queerty 

 

Ver também: https://alexprocesso.wordpress.com/2012/05/19/afrol-news-desmond-tutu-homophobia-equals-apartheid/

 

 

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Gospel of Intolerance (Legendado)

“Evangelho da Intolerância” – Documentário do New York Times sobre o financiamento que igrejas evangélicas nos EUA têm dado ao ódio/homofobia na África.

[Gospel of Intolerance: The filmmaker Roger Ross Williams reveals how money donated by American evangelicals helps to finance a violent antigay movement in Uganda]

http://nytsyn.br.msn.com/videos/default2.aspx?videoid=a78370c2-6839-2bf5-f1ca-337af9f65aea

See: http://www.nytimes.com/2013/01/23/opinion/gospel-of-intolerance.html?_r=0

ver também:

 

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Homofobia, o novo muro que divide a Europa

PolôniaHungriaRepública Tcheca: uma geração após o fim do império do mal, aumentam as discriminações e hostilidades contra as comunidades gays, alimentadas por minorias populistas que incitam o ódio para obter consensos. No silêncio das instituições europeias e muitas vezes também da Igreja.

A reportagem é de Andrea Tarquini, publicada no jornal La Repubblica, 29-01-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Varsóvia

Se você caminhar pela Nowy Swiat ou pela Krakowskie Przedmiesce, no belo centro histórico de Varsóvia, é normal ver jovens gays ou lésbicas se beijando ou de mãos dadas, mas, mais a leste, nos vilarejos e na zona rural daPolônia profunda, feudos de skinheads, católicos integralistas e nacional-populistas de Kaczynski, “eles” têm medo de caminhar sozinhos à noite.

Em Budapeste, a Corte Constitucional, em um dos últimos desafios a Orbán, rejeitou a sua lei sobre a família que reconhecia somente a união consagrada entre um homem e uma mulher para criar filhos. No entanto, os ultraviolentos da Guarda Magyar odeiam os homossexuais, assim como os ciganos e os judeus. Ameaçam e provocam, mesmo sendo teoricamente ilegais: “Se até mesmo as bichas imundas podem se manifestar, o direito de marchar também é nosso”.

Até mesmo na civilizadíssima Praga, as leis são mais avançadas, mas as celebridades que optaram por sair do armário são raras, e o presidente cessante, o eurocético Vaclav Klaus, foi por muito o homofóbico mais poderoso da República, e muitas vezes protestava contra o fato de “vê-los aparecer em público”.

Europa centro-oriental, início de 2013: uma geração após o fim do Império do Mal, há um Muro que ainda não caiu. O muro da homofobia, das discriminações, preconceitos e hostilidades contra os diferentes. Minorias contra as quais convém a muitos populistas incitar o ódio, e, infelizmente, a Igreja Católica, órfão daquele gênio clarividente e aberto ao mundo que foi Karol Wojtyla, muitas vezes é cúmplice ou inspiradora dos venenos.

“Não estamos na Rússia da repressão homofóbica brutal, diferenciemos bem”, adverte Krystian Legierski, um dos mais proeminentes ativistas gays da Polônia, da organização pelos direitos LGBT (www.lgbt.pl). Mas certas coincidências são ruins: no mesmo dia em que, em Moscou, era aprovada a lei infame sobre a “proibição de toda propaganda gay”, o primeiro-ministro liberal polonês, Donald Tusk, embolsava uma dura derrota. O Parlamento rejeitava três projetos de lei pelo reconhecimento das uniões de fato, homossexuais ou não.

Poucos meses antes, o arcebispo de VarsóviaKazimierz Nycz, lançara um apelo comum com o patriarca ortodoxo russo, Kirill, contra “a recusa dos valores tradicionais, que coloca cada vez mais em discussão os princípios éticos”. Inimigas por séculos, as duas Igrejas se reconciliaram contra os gays.

“Foi desconcertante”, relata Krystian. “No Parlamento, todos os deputados conservadores ou reacionários disseram ‘não’ aos direitos dos gays, remetendo-se à religião, à doutrina católica, segundo a qual a lei poria a família em perigo.

No fim, 46 deputados do partido do primeiro-ministro, embora ele quisesse a lei, também votaram contra”.Na zona rural, no distante leste da “Polônia profunda”, o clima é muito pior. Varsóvia é um outro mundo. “Em cidades como Bialystok, os skinheads enfurecem, as autoridades não investigam, não mexem um dedo. Os ultras atacam a nós, gays, ou os estrangeiros, impunemente. Uma vez, um jovem tchetcheno, lutador de luta livre, conseguiu se defender de seis skinheads que queriam espancá-lo até a morte. O tr

ibunal condenou ele e não eles pela violência. Em geral, volta à vida aqui a convicção de que, se você der direitos a judeus, gays ou outras minorias, você perderá alguma coisa”.

Tem um rosto feio, esquálido e inquietante o último Muro do Leste. “A outra ameaça”, continua Legierski, “são os torcedores violentos: muitas vezes, eles vêm para Varsóvia para expedições antigays, especialmente para tentar ataques contra as paradas gay”. Ao menos na capital, as forças especiais da polícia fazem o seu trabalho.

A discriminação, conta Yga Kostrzewa, ativista lésbica do site Lambdawarszawa.org, começa na escola. “A maioria dos livros escolares sobre moral são homofóbicos. Daí ao bullying, é um pequeno passo, e então, especialmente na zona rural, os homossexuais idosos são os mais discriminados, mas mesmo entre jovens, se você só tiver amigos gays, logo chamam você de ‘bicha’. Uma das nossas associações, a Ilga, publicou no seu relatório anual o mapa do coeficiente de homofobia na Europa. A fronteira Leste-Oeste era traçada claramente: voto negativo para a Polônia, positivo para a República Tcheca, e os melhores votos no Ocidente. Mas, lentamente, a situação melhorou – explicaYga – e agora temos programas na TV pública e privada que contam sobre casais de fato gays com filhos como uma realidade normal”. Uma pedra no sapato do episcopado, que condena as “aberradoras mensagens do Pecado contra a natureza”.

Depois de uma hora de voo a sudoeste, a Praga, a fraqueza da Igreja e o laicismo majoritário moderam a homofobia. Mas políticos proeminentes a usaram com demagogia descarada: Klaus, que insultou a parada gay como um “desfile obsceno”, ao ex-primeiro-ministro Mirek Topolanek, antigamente convidado das festas de Berlusconi na Villa Certosa. Ele atacou um rival como homossexual e judeu, mas pagou, perdendo o posto. E a lei sobre os casais de fato ao menos existe.

O quadro mais alarmante vem da Hungria de Orbán. “Ele está cultivando os novos Breivik. Chama a atenção culpar totalmente judeus e homossexuais, ciganos e estrangeiros”, escreveu recentemente o New York Times. O mais triste, explica Tamás Dombos, líder da ONG Hàttér pela defesa dos gays, “é que antes de Orbán tínhamos leis de vanguarda no Leste, inclusive sobre os direitos de herança e fiscais dos casais de fato, homossexuais ou não. O novo governo ainda não os cancelou, mas a inversão de tendência é total. A nova Constituição só exalta as raízes culturais cristãs e a união entre homem e mulher para ter filhos. Não menciona mais os direitos das minorias. A lei sobre a família rejeitada pela Consulta protegia somente a família oficial heterossexual. Temo que, como fez o ditador stalinista Rákosi, queiram adotar a ‘tática do salame’: o corte de direitos uma fatia de cada vez. Na Fidesz, ainda não falam contra nós, mas a sua homofobia transparece: nas novas leis de direito civil, falam de proteção apenas da família heterossexual, e não mais dos casais de fato”.

Sombras e ameaças sobre os direitos dos gays são insidiosas na Budapeste do autocrata. A organização juvenil do pequeno partido democrata-cristão (Kdnp, aliado da Fidesz de Orbán) marcha pelas ruas gritando “Contra os buzi” (um termo muito vulgar e injuriante).
Guarda Magyar pede todos os dias que “as bichas sejam banidas”. Orbán não apoia, mas acaricia alguns humores, explica Dombos. “Quando um deputado dos ultras de Jobbik, abertamente homofóbico e antissemita, propôs uma lei à la Rússia, três anos de detenção por propaganda homossexual, a Fidesz recusou dizendo ambiguamente que ‘aqueles que vocês querem punir já são punidos pela lei'”.

Para os ultras, violentos, a parada gay é um alvo favorito, diz Gábor Kuszing. “E durante dois anos a polícia proibiu a marcha. Só o recurso ao poder judiciário nos permitiu desfilar”.

Os relatos do horror não param por aí. Ouvir Dombos Kuszing provoca calafrios. “Longe de Budapeste, o medo cresce. E em todos os lugares, até mesmo na capital, a justiça e a polícia minimizam. Quando um comando neonazista atacou com bombas molotov um clube gay cheio de clientes, investigaram-nos por vandalismo, e não por tentativa de massacre que cometeram. Pior do que nunca, Jobbik é forte especialmente entre os jovens. A homofobia pode conquistar uma geração”.

“Entre nós, ideias tradicionais sobre os papéis de homem e mulher, e sobre a ordem social são a base da homofobia, e não a religião”, destaca Dombos. As estatísticas são assustadoras: 58% dos húngaros não gostariam de ter um vizinho gay, 49% rejeitam um colega gay.

“A discriminação contra as minorias, infelizmente, pode ter muitas faces: contra etnias, grupos sexuais, deficientes, e diz muito sobre o estado psíquico e moral de uma sociedade”, constata tristemente Károly Voeroes, ex-diretor do jornal liberal Népszabadság, uma das melhores “grandes penas” independentes.

O problema também pesa na França. Imagine aqui entre nós, onde as tradições democráticas são muito escassas. O Lord Dahrendorf nos disse uma vez que uma ditadura política pode ser desmontada em seis meses, uma economia do Estado, em seis anos, mas para mudar a mentalidade, é preciso três gerações”.

“O silêncio da União Europeia – contra as discriminações e contra autocratas à la Orbán – certamente não ajuda”, observa Dombos. “Ele deveriam monitorar mais os direitos humanos, incluindo os nossos”. Mas outros ativistas gays não têm ilusões: “No máximo – diz o polonês Legierski –, serve o apoio de ONGs europeias. Infelizmente, a Comissão e o Parlamento Europeu no Leste muitas vezes são vistos como um arrogante opressor estrangeiro”.

Fonte: IHU-Unisinos

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Corte nos EUA decide que lei contra casamento gay é inconstitucional

O Ato em Defesa do Casamento considerava legal apenas a união entre homem e mulher

NOVA YORK – Uma corte de apelação federal em Nova York considerou nesta quinta-feira como inconstitucional o Ato em Defesa do Casamento, uma lei que considera que a união legal só pode ser feita entre um homem e uma mulher. Ao anunciar a decisão, o presidente do tribunal, o juiz Dennis Jacobs, disse que a discriminação contra os homossexuais deve ser combatida pelos tribunais assim como os juristas lutaram contra o preconceito contra as mulheres nos anos 70.

“A questão não é sobre se os homossexuais obtiveram mais sucesso político nos últimos anos: eles claramente obtiveram. A questão é até que ponto eles têm acesso à proteção legal contra a descriminação.”, disse Jabobs, que foi indicado pelo presidente George H.W. Bush, em 1992.

O Ato em Defesa do Casamento foi uma lei firmada pela Câmara dos EUA e pelo presidente Bill Clinton em 1993. Desde então, muitos estados têm usado a legislação para banir a união legal entre homossexuais, proibição que já foi derrubada em Massachusetts e em Nova York.

James Esseks, um advogado pela União das Liberdades Civis Americanas, elogiou a decisão da corte e disse que a iniciativa era “um divisor de águas para o movimento jurídico dos direitos da comunidade LGBT.”

Pesquisa estima que 3,4% dos americanos são LGBTs

Uma pesquisa do instituto americano Gallup, divulgada nesta quinta-feira, revela que 3,4% dos americanos em idade adulta se declaram lésbicas, gays, bissexuais ou transexuais assumidos. Nos números do levantamento, que inclui entrevistas com mais de 121 mil pessoas, há mais mulheres identificadas como LBGTs do que homens. Os jovens, entre 18 e 29 anos, são os que assumem com mais facilidade a opção sexual.

“A mídia contemporânea acha que a população LGBT é desproporcionalmente branca, masculina, urbana e muito rica”, diz Gary Gates, professor da UCLA e responsável pelo relatório. “Esses dados revelam que a população LBGT tem uma proporção mais abrangente em pessoas que não são brancas e que não são ricas”, afirmou o especialista, que defende o objetivo da análise é combater estereótipos construídos sobre os homossexuais.

De acordo com o levantamento, os LGBTs são divididos em 4,6% afro-americanos, 4% hispânicos, 4,3% asiáticos, 3,2% são brancos. Cerca de 3,6% das mulheres são homossexuais, contra 3,3% dos homens. Dentro do grupo dos jovens entre 18 e 29 anos, 8,3% das mulheres assumiram serem LGBTs, em comparação a 4,6% dos homens da mesma idade.

Em contraste com pesquisas passadas, a análise da Gallup não registrou grandes diferenças da população LGBT sob o aspecto de educação. Entre os entrevistados com apenas o segundo grau ou menos, 3,5% se identificavam como homossexuais. No grupo dos universitários, o número cai para 2,8% e 3,2% em pós-graduados.

Em relação à renda, 16% dos homossexuais disseram receber mais de US$ 90 mil por ano. No entanto, uma parcela de 35% recebe menos de US$ 24 mil. Cerca de 32% das mulheres homossexuais tem filhos de menos de 18 anos, enquanto 31% dos homens também.

De 2004 a 2008, o instituto havia feito uma pesquisa parecida na qual a estimativa da população homossexual nos EUA era de 3,8%. Este ano, o índice caiu quatro pontos percentuais.

Fonte: Globo

 

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CIDH condena o assassinato de duas pessoas trans no Brasil

COMUNICADO DE IMPRENSA – No. 79/12

CIDH condena o assassinato de duas pessoas trans no Brasil

Washington D.C., 6 de julho de 2012 – A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condena o assassinato de duas pessoas trans ocorrido no final de junho de 2012 no Brasil: uma pessoa ainda não identificada em Pinhas, Curitiba, estado do Paraná, e Camila de Mink em Baurú, estado de São Paulo.

No dia 26 de junho de 2012 foi encontrado um corpo queimado de uma pessoa perto do Rio Irai, em uma área afastada da região de Pinhais. Posteriormente, de acordo com a informação disponível, o corpo foi identificado com sendo do sexo masculino, com as unhas pintadas e com a presença de características culturalmente atribuídas ao sexo feminino. As autoridades indicaram que se trata do homicídio de uma pessoa trans, cuja identidade não foi possível ser estabelecida.

A informação recebida indica que poucos dias depois, em 30 de junho de 2012, foi encontrado apunhalado, perto de uma zona conhecida pelo exercício de prostituição em Baurú, o corpo de Camila de Mink (registrada ao nascer como Carlúcio de Oliveira), pessoa trans de 40 anos de idade. De acordo com informação de público conhecimento, este seria o terceiro caso de violência contra travestis que ocorre em Bauru neste mesmo ano.

A CIDH lembra que é obrigação do Estado investigar de ofício fatos dessa natureza e sancionar àqueles que resultarem responsáveis. A Comissão insta ao Estado a abrir linhas de investigação que tenham em consideração se este assassinato foi cometido em razão da identidade de gênero ou da orientação sexual da vítima.

A Comissão continua recebendo informações sobre assassinatos, torturas, detenções arbitrárias e outras formas de violência e preconceito contra lésbicas, gays e pessoas trans, bissexuais e intersex. Além disso, a Comissão observa que existem problemas nas investigações destes crimes, o que conduz, em parte, a que não se abram linhas de investigações que considerem se o delito foi cometido em razão da identidade de gênero ou orientação sexual das vítimas. A inefetividade da resposta estatal fomenta altos índices de impunidade, os quais, por sua vez, propiciam uma repetição crônica, submetendo vítimas e seus familiares a uma situação de desamparo.

A CIDH urge ao Estado a adotar ações para evitar e reagir a esses abusos aos direitos humanos e garantir que as pessoas LGTBI possam exercer efetivamente seu direito a una vida livre de discriminação e violência, incluindo a adoção de políticas e campanhas públicas, assim como as reformas necessárias para adequar as leis aos instrumentos interamericanos em matéria de direitos humanos.

A CIDH é um órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo mandato provém da Carta da OEA e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A Comissão Interamericana tem o mandato de promover a observância dos direitos humanos na região e atua como órgão consultivo da OEA na matéria. A CIDH é integrada por sete membros independentes, eleitos pela Assembléia Geral da OEA a título pessoal.

In English:

IACHR Condemns Murder of Two Trans Woman in Brazil

July 6, 2012

On June 26, 2012, a burnt body was found on the banks of the River Irai, in a remote area of Pinhais. According to the information available, the body was later identified as that of a male, having his nails polished and with other characteristics culturally attributed to females. The authorities have indicated that the identity of the murdered trans person has not been established.Washington, D.C. – The Inter-American Commission on Human Rights (IACHR) condemns the murder of two trans women during the last week of June 2012 ini Brazil: an unidentified person in Pinhais, Curitiba, State of Parana, and Camila de Mink in Baurú, State of São Paulo.

 

Accoring to the information received, a few days later, on June 30, 2012, the stabbed body of Camila de Mink (registered at birth as Carlúcio de Oliveira), a 40-year-old trans person, was found in an area of street prostitution in Bauru. This is allegedly the third case of serious violence against travestites that took place in Bauru this year.

 

The IACHR reminds the State of its obligation to investigate such acts on its own initiative and to punish those responsible. The Inter-American Commission urges the State to conduct an investigation that takes into account whether this murder was committed because of the gender expression, gender identity or sexual orientation of the victim.

The Commission continues to receive information on killings, torture, arbitrary arrests, and other forms of violence and exclusion against lesbians, gays, and trans, bisexual, and intersex persons. In addition, the Commission notes that very frequently, problems exist in the investigation of those crimes, which involve, in part, failures to open lines of investigation into whether the crime was committed by reason of the victim’s gender expression, gender identity or sexual orientation. The ineffectiveness of the state response fosters high rates of impunity, which in turn lead to the chronic repetition of such crimes, leaving the victims and their families defenseless.

The IACHR urges the State to take action to prevent and respond to these human rights abuses and to ensure that LGTBI people can effectively enjoy their right to a life free from discrimination and violence, including the adoption of policies and public campaigns and the amendments necessary to bring laws into line with the inter-American instruments on human rights.

A principal, autonomous body of the Organization of American States (OAS), the IACHR derives its mandate from the OAS Charter and the American Convention on Human Rights. The Inter-American Commission has a mandate to promote respect for human rights in the region and acts as a consultative body to the OAS in this area. The Commission is composed of seven independent members who are elected in an individual capacity by the OAS General Assembly and who do not represent their countries of origin or residence.

No. 79/1  

viaComunicado de Imprensa 79/2012.

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LA EDUCACIÓN ANTE LA HOMOFOBIA

Беларуская (тарашкевіца): Марка ААН «UNESCO»LA EDUCACIÓN ANTE LA HOMOFOBIA

En el marco conmemorativo del Día Internacional contra la Homofobia y la Transfobia, la UNESCO publicóEducation Sector Responses to Homophobic Bullying (Respuestas del sector educativo al bullyinghomofóbico). El documento recoge ejemplos de buenas políticas y prácticas en la materia implementadas en varios países del mundo y ofrece una guía a profesores, administradores, gestores de políticas y otros actores afines, para el desarrollo de acciones concretas que permitan lograr ambientes educativos más seguros.

Esta publicación tiene como antecedentes el Informe Mundial de la ONU sobre la Violencia contra los Niños (2006) –que vincula esta problemática con la vulneración del derecho a la educación– y la primera consulta internacional de la ONU sobre bullying homofóbico en instituciones educativas, llevada a cabo del 6 al 9 de diciembre de 2011 en Brasil. En el evento, que reunió a representantes de ministerios de educación, agencias de la ONU, organizaciones no gubernamentales y académicos de más de 25 países, los participantes hicieron un llamado urgente a los gobiernos para proveer acceso universal a educación de alta calidad mediante la transformación de contextos generadores de violencia contra personas LGBT en instituciones educativas.

A partir de investigaciones que documentan distintas formas de violencia y discriminación por orientación sexual e identidad de género, el volumen concluye que, a nivel mundial, los y las jóvenes son más propensos a sufrir agresiones homofóbicas en la escuela que en el hogar o la comunidad, aspecto que ha sido señalado en las investigaciones realizadas por el CLAM en las marchas del orgullo y la diversidad en varias ciudades de la región.

Así, por ejemplo, cita un estudio llevado a cabo en cuatro países latinoamericanos por el Instituto de Estudios en Salud, Sexualidad y Desarrollo Humano – IESSDEH/UPCH y coordinado por el investigador peruano Carlos Cáceres, según el cual una alta proporción de estudiantes lesbianas, gays y bisexuales declararon haber sido víctimas de agresiones homofóbicas en Chile (68%), Guatemala (53%), México (61%) y Perú (66%). En Argentina, una encuesta realizada por la Asociación de Lucha por la Identidad Travesti-Transexual (ALITT) reportó que el 45% de las personas trans entrevistadas abandonaron la escuela secundaria y sólo 2.3% concluyó sus estudios universitarios.

El documento afirma que si bien en varios países se han reportado importantes avances en el combate del acoso escolar por parte de ministerios de educación e instituciones educativas, estos se han focalizado casi exclusivamente en aspectos como la raza, la religión o la discapacidad. A pesar de las evidencias que asocian el bullying homofóbico con la reducción de la asistencia a la escuela, el abandono temprano de la misma, la disminución del rendimiento académico y de la consecución de metas educativas, son pocos los países que han implementado políticas y acciones que aborden esta problemática.

Al respecto, destaca en América Latina la labor adelantada por los gobiernos de El Salvador y Brasil. En el país centroamericano, el gobierno emitió el Decreto Presidencial 56 de 2010, que prohíbe “toda forma de discriminación por razón de identidad de género y/o orientación sexual” en el sector público. Mediante un trabajo conjunto de la Secretaría para la Inclusión Social, responsable por el monitoreo e implementación del decreto, y el Ministerio de Educación, se han registrado avances en el reconocimiento y abordaje del acoso y discriminación en las escuelas, afirma.

En Brasil, el Ministerio de Educación ha venido implementado el proyecto Escuelas sin homofobia, que involucra a organizaciones civiles en su ejecución y que contempla la realización de encuentros regionales entre gobiernos estaduales y movimientos sociales, que permitan un trabajo conjunto en esta dirección. En el marco de este proyecto se diseñó un kit antihomofobia, que fue objeto de una intensa polémica por el supuesto contenido “inapropiado” de uno de sus materiales y que luego fue retirado por la presidenta Dilma Rousseff .

La UNESCO es clara al señalar que el bullying homofóbico es un problema educativo, ya que constituye una amenaza al derecho universal a la educación, una forma de discriminación y exclusión y viola el principio de seguridad en las escuelas, contemplado en el Marco de Acción de Dakar, adoptado en el Foro Mundial sobre la Educación en 2000. En este sentido demanda la atención de esta problemática por parte del sector educativo de los países-miembro de la ONU.

Para que la respuesta del sector educativo sea efectiva, la UNESCO propone cuatro ámbitos de intervención: las políticas educativas –cuyo abordaje debe contemplar tanto el ambiente escolar, como las competencias de los educadores–, los contenidos e implementación de los currículos educativos, la asistencia tanto a estudiantes víctimas de bullying, como a perpetradores y testigos, y el desarrollo de alianzas estratégicas entre administradores y equipos educativos, representantes legales de los estudiantes, asociaciones estudiantiles y organizaciones civiles.

Sobre este último punto destaca la labor adelantada por la ONG Colombia Diversa en colegios públicos y privados de Bogotá y Medellín en la documentación de casos de homofobia, realización de talleres de concientización con profesores, estudiantes y padres sobre las consecuencias del acoso homofóbico y elaboración, junto a las autoridades municipales, de materiales educativos sobre diversidad sexual y de género.

Para la formulación de políticas e intervenciones a nivel nacional, local y escolar, el documento plantea rutas de pasos a seguir, ejemplos concretos de intervenciones exitosas realizadas en distintos países e iniciativas de formación y documentación para profesores. También recopila numerosos sitios web que ponen a disposición fuentes documentales, recursos de formación, videos, folletos sobre el tema, entre otros materiales, como los desarrollados por la Alianza Global para la Educación LGBT (GALE, por sus siglas en inglés).

El alcance del texto se extiende incluso a países en donde la homosexualidad es ilegal. En estos casos recomienda posibles abordajes al tema con una perspectiva general de derechos humanos, un trabajo focalizado en los estereotipos de género, el aprovechamiento de la experiencia y de los mecanismos desarrollados por ONG y grupos antiviolencia sobre el tema, entre otros.

Para descargar el documento, haga clic aquí.

Acceda también al material de los proyectos Gênero e diversidade na escola Género y sexualidad: competencias para la docencia desarrollados por el CLAM.

Publicada em: 05/07/2012

Documentos citados:

http://www.lgbt-education.info/doc/unesco/UNESCO_Homophobic_bullying_2012.pdf

http://www.e-clam.org/publicacoes.php

http://www.clam.org.br/es/entrevistas/conteudo.asp?cod=9348

http://www.lgbt-education.info/

http://www.colombiadiversa.org/#

http://www.clam.org.br/uploads/conteudo/Artigo_Carrara_3.pdf

In: CLAM – LA EDUCACIÓN ANTE LA HOMOFOBIA – Destacados – Notícias.

Ver tbém o artigo:  PEREIRA, Graziela Raupp; BAHIA, Alexandre. Direito fundamental à educação, diversidade e homofobia na escola: desafios à construção de um ambiente de aprendizado livre, plural e democrático. Educar em Revista, n. 39, p. 51-71, abril 2011. Disponível em: http://ufop.academia.edu/AlexandreMeloFrancoBahia/Papers/851201/Direito_fundamental_a_educacao_diversidade_e_homofobia_na_escola_desafios_a_construcao_de_um_ambiente_de_aprendizado_livre_plural_e_democratico

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Desmond Tutu: “Homophobia equals apartheid”

Archbishop Desmond Tutu


afrol News, 7 July  Desmond Tutu, the former Archbishop of Cape Town and a Nobel Peace Price winner, has lent his name to the fight against homophobia in Africa and around the world. The prominent South African says homophobia is a “crime against humanity” and “every bit unjust” as apartheid.

The former head of the Anglican Church in Southern Africa made these statements at the launching of the book “Sex, Love & Homophobia”, published last week by Amnesty International UK. Mr Tutu has written the foreword to the human rights group’s book.

– We struggled against apartheid in South Africa, supported by people the world over, because black people were being blamed and made to suffer for something we could do nothing about; our very skins, wrote the prominent Church leader. “It is the same with sexual orientation. It is a given,” he added. 

Mr Tutu says he could not have fought against the discrimination of apartheid and not also fight against the discrimination which homosexuals endure. “And I am proud that in South Africa, when we won the chance to build our own new constitution, the human rights of all have been explicitly enshrined in our laws,” he said, adding that he hoped this soon would also be the case in other countries. 

South Africa is so far the only country in the world where the constitution guarantees equal rights non-regarding sexual orientation. This is in stark contrast to most of South Africa’s neighbour countries, where homosexulality often is punished by the penal code. Only recenty, a Botswana High Court ruling reaffirmed this legal practice.

– Yet, all over the world, lesbian, gay, bisexual and transgender people are persecuted, writes Archbishop Tutu. “We treat them as pariahs and push them outside our communities. We make them doubt that they too are children of God – and this must be nearly the ultimate blasphemy. We blame them for what they are,” he adds.

He also regrets the dominant view among his church colleagues. “Churches say that the expression of love in a heterosexual monogamous relationship includes the physical, the touching, embracing, kissing, the genital act – the totality of our love makes each of us grow to become increasingly godlike and compassionate. If this is so for the heterosexual, what earthly reason have we to say that it is not the case with the homosexual?” Mr Tutu asks. 

Also within the Anglican Church, homosexuality is highly controversial and an ongoing conflict has threatened to split the global Anglican Communion. The current head of the Anglican Church in Southern Africa, Njongonkulu Ndungane, has been an outspoken supporter of including homosexuals in the Church community, putting himself in a strong-worded conflict with other African Church leaders. 

In its new book, Amnesty reports on the life stories of gay and lesbian people around the world. These include Poliyana Mangwiro who was a leading member of Gays and Lesbians of Zimbabwe despite President Robert Mugabe‘s protestations that homosexuality is “against African traditions”. 

The book also includes the story of Simon Nkoli, a South African ANC activist who after spending four years in prison under apartheid went on to be the face of the struggle for gay rights in the new South Africa. Further, stories of hate, fear and persecution are reported from Nigeria, Egypt and other countries, in addition to reports from the states where homosexuality punishable by death; including Sudan, Mauritania and some Northern Nigerian states. 

For Archishop Tutu, these “destructive forces” of “hatred and prejudice” are an evil. “A parent who brings up a child to be a racist damages that child, damages the community in which they live, damages our hopes for a better world. A parent who teaches a child that there is only one sexual orientation and that anything else is evil denies our humanity and their own too,” Mr Tutu concludes. 

afrol News – Desmond Tutu: “Homophobia equals apartheid”.

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