Sobre a Tentativa de Golpe Militar na Turquia

bandeira-da-turquia
É difícil quando a gente tem de decidir se acha melhor um golpe militar – já que são eles que, historicamente, garantem a laicidade meio que “na marra” na Turquia – e um Presidente eleito mas metido a ditador e claramente fundamentalista-religioso….
O atual Presidente da Turquia está levando o país a caminhar perigosamente para o fundamentalismo religioso, o que significaria uma perda imensa para um país que, desde Kemal, nos anos 1920, tenta, com muito custo, se colocar como um Estado Laico. Ele se aproxima do ISIS e mantém a “tradição” de perseguição/discriminação/extermínio da minoria curda.
A “fórmula” para se garantir isso, contudo, não é das melhores: as instituições políticas (civis) estão, a todo tempo, sob a vigilância dos militares e estes vêm intervindo com alguma constância – golpes – em várias ocasiões, inclusive o de 1997 que não chegou a tomar o poder mas impôs condições para o funcionamento da política.
O que é melhor: uma democracia “vigiada” (aliás, uma democracia tutelada é uma democracia?) ou deixar as instituições “livres para serem tomadas pelo fundamentalismo-religioso? Esse é o grande drama da Turquia e um grande desafio para o constitucionalismo…
Uma coisa me parece certa, no entanto: o fundamentalismo-religioso é um dos maiores males deixados sem solução no século XX e que teremos de enfrentar nesse século….
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Arquivado em Democracia, Direito Constitucional, Direitos Fundamentais, Ditadura, Laicidade

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