Arquivo do mês: outubro 2014

Noam Chomsky: “A verdadeira face da crítica pós-moderna”

Velho Trapiche

chomsky

CHOMSKY, Noam. A verdadeira face da crítica pós-moderna [Rationality / Science]. Trad. Henrique Napoleão Alves. Velho Trapiche, 28 de outubro de 2014 [1992]. 19 p.

(para acessar o artigo, clique no título da referência acima, ou simplesmente CLIQUE AQUI)

No início da década de 1990, Michael Albert provocou um debate sobre ciência e racionalidade que ficou posteriormente conhecido como “Science Wars”. Na ocasião, o professor Noam Chomsky * fez críticas importantes às colocações dos professores participantes do debate. Sua réplica, agora traduzida e aqui divulgada, permanece atualíssima e extremamente relevante para todos os que se preocupam com o conhecimento científico e sua abordagem crítica.

Conclui que deveria traduzir o texto do professor Chomsky para o português brasileiro não apenas pela qualidade dos seus argumentos e pela ausência de versão do texto no nosso idioma, mas também por considerar que é algo que merece ser lido, em especial, pelo mundo acadêmico das ciências humanas e…

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Sobre eleições, política e democracia

Alexandre Bahia

Professor do IBMEC-BH e UFOP

Em Política se ganha e se perde, faz parte do “jogo”. Jogo este que tem regras previamente dadas, logo, quem perde pode falar algumas coisas, mas não pode reclamar do próprio jogo.

Em Democracia nunca se perde. Quem votou em “A” e quem votou em “D” (e quem, por objeção de consciência, não votou em ninguém) não perdeu e sim ganhou!!!!

Já disse outra vez e repito: ELEIÇÃO NÃO É CORRIDA DE CAVALO!

Tod#s ganhamos com mais essa eleição pelo simples fato de que TIVEMOS ELEIÇÕES!!! Isso no Brasil que é algo tão raro (ainda) e, por isso, precioso!

Consigo entender a tristeza de quem apoiou um/a candidato/a que tenha “perdido”. Contudo, essa tristeza não pode se converter em (mais) ódio, em crítica à democracia ou em críticas racistas/discriminatórias contra o “outro” que votou no/a candidato/a que “venceu”. Aí sim é a democracia quem está perdendo!!!!

Outra questão que eu queria lembrar é o seguinte: a legitimidade da vitória está no fato do/a vencedor/a ter tido mais votos em seu favor, não importa se foi um ou se foram um milhão. Isso faz parte, mais uma vez, do “jogo” da democracia. Política talvez seja uma “caixinha de surpresas” como me disse uma amiga cujo candidato não logrou “vitória”, contudo, estamos aí nas regras do “jogo”.

Contudo, queria lembrar a tod#s que quem “perdeu” foi um candidato mas não um ideal. Não só a democracia venceu mas é importante lembrarmos que o projeto do/a candidato/a que “perdeu” continua vivo naqueles/as que o/a apoiaram!

Daí parto para minha última consideração: ontem se definiram as eleições mas a política não acontece somente ali. Ela continua em todos os lugares. No respeito aos direitos fundamentais, na exigência de cumprimento das promessas políticas – não importa que sejam as promessas do “outro candidato”, se você concorda com elas, então cabe a você cobrá-las, isso é democracia também. No que me toca sou o primeiro a guardar aqui no meu computador cada uma das promessas, compromissos e planos e estarei, como sempre estou, fazendo “política”: cuidando dos negócios dessa “pólis Brasil”; cobrarei cada ponto prometido e criticarei se/quando os mesmos não forem cumpridos de forma adequada.

Que voltemos nossos olhos para o Legislativo, pois numa democracia é ele que é (deveria ser) o centro de nossas atenções. É ali que os grandes destinos serão traçados. É (também) para lá que devemos voltar nossos olhos e nossas cobranças.

Uma última palavra. É hora de esfriarmos os ânimos. Não há luto na vitória da democracia. Há luto no golpe, na ditadura. Todos os jornais, revistas, rádios, TV’s, redes sociais estão aí, funcionando. Congresso e Tribunais também. Não há, NENHUM político nas várias casas que não tenha sido posto por nosso voto. E aí é importante lembrar: seja nosso voto a favor, contra, neutro. Todos/as estão ali por nosso voto e, logo, são servidores públicos (lato senso) que precisam ser cobrados para que seus atos sejam condizentes com o mandato que lhes foi atribuído.

Uma versão ampliada desse texto foi publicada em co-autoria com Dierle Nunes em: http://justificando.com/2014/10/27/eleicao-nao-e-corrida-de-cavalo-sobre-absurdas-propostas-separatistas-e-o-luto-de-alguns/

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Lembranças: vida universitária no governo FHC

A Cynthia conseguiu resumir o mesmo sentimento que tenho sobre os “anos FHC” nos quais também estudei na UFMG…

Cynthia Semíramis

Outro dia me vi contando para colegas de faculdade bem mais jovens como era a educação universitária no governo Fernando Henrique Cardoso e porque eu tenho tanto desgosto por essa época. Achei que seria interessante deixar o registro no blog também, para refrescar as lembranças e lutarmos para que algo assim não volte a acontecer.

Passei a década de 1990 praticamente inteira dentro da UFMG. Primeiro na Escola de Música, cursando formação musical enquanto fazia o segundo grau. Fiz um intervalo de um ano, em 1996 (aqui já era governo FHC), estudando pro vestibular. Depois, cursei a faculdade de Direito. A formatura seria em dezembro de 2001, mas foi em fevereiro de 2002 por causa da greve de servidores.

Lembro-me da aposentadoria em massa dos professores da Escola de Música, pois estavam sendo implantadas novas regras para trabalho e previdência que seriam ruins para os docentes. Mais tarde, vi o…

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ONU lança campanha contra homofobia no ambiente de trabalho

Ideia é promover um ambiente de trabalho mais respeitoso.

Manual traz histórias baseadas em casos reais.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lança nesta terça-feira (30) uma campanha contra a homofobia nas empresas. A ONU quer promover um ambiente de trabalho mais respeitoso. O manual levou um ano e meio para ficar pronto e traz questões bem específicas, como qual a melhor forma do RH da empresa agir quando um funcionário que sempre foi homem se apresenta como mulher.

VEJA AQUI O MANUAL COMPLETO

“Tem situações básicas. Você pode usar o nome social, você muda o crachá, pra que as pessoas comecem a respeitar chamar como o nome feminino. Uma empresa hoje tem que se atualizar. Ela precisa proporcionar uma diversidade na sua equipe de trabalho e mais do que isso, ela precisa proporcionar condições de liberdade e dignidade pra que as pessoas se desenvolvam e possa exercer um trabalho com cada vez mais qualidade”, explica a oficial de programação da ONU Thaís Dumet Faria.

Manual homofobia - ONU (Foto: Organização das Nações Unidas)(Foto: Organização das Nações Unidas)

Igualdade de direitos no trabalho nem sempre é regra quando se trata de pessoas homossexuais. O manual traz as histórias de Alaor que agora é Alana, de Ronaldo que é gay, de Meire que é lésbica, e de Carlos que é heterossexual e tem AIDS. As quatro histórias são baseadas em casos reais. Elas representam o dia a dia de milhões de homens e mulheres que enfrentam preconceito no trabalho.

O conselheiro de saúde Vladimir Carlos Figliolo trabalhava como analista de atendimento em uma operadora de plano de saúde. A carreira ia bem até que ele decidiu apresentar o namorado para os colegas. “Houve gozações, chacotas, muito comentário, muitos burburinhos. Eu me senti muito constrangido porque eu percebi que eles não eram meus amigos porque não conseguiam lidar com a homossexualidade”, conta.

Vladimir tentou crescer na empresa. Participou de um processo seletivo, foi bem, mas não assumiu a vaga. A chefe dele justificou que ele não tinha um comportamento adequado. Dois meses depois ele foi demitido. Ele foi à Justiça, voltou ao trabalho, mas em uma função inferior.

“Eles colocaram uma proposta de ficar na empresa, mas não dentro. Pagassem meu salário vitalício, mas que não voltasse mais. Muito constrangido com essa situação, eu aceitei”, diz o conselheiro de saúde.

 

Fonte: Jornal Hoje

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