Suicídio de jovem palestino reacende chamado para melhorar situação dos trabalhadores em Gaza

Suicídio de jovem palestino reacende chamado para melhorar situação dos trabalhadores em Gaza

A morte de um jovem palestino que ateou fogo ao corpo nesta semana na cidade de Gaza, depois de passar meses buscando trabalho sem êxito, deu mais destaque às sérias preocupações mostradas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a situação precária dos trabalhadores em Gaza e na Cisjordânia, territórios palestinos ocupados por Israel.

“A situação dos trabalhadores em Gaza é uma das piores na região e no mundo”,

afirmou Nada Al-Nashif, Diretora Regional da OIT para os Estados Árabes.

“Os jovens de Gaza, cujo número vem crescendo, têm direito a melhores oportunidades de trabalho e de crescimento com igualdade. Eles necessitam trabalhos decentes, uma proteção social mínima e o respeito de seus direitos fundamentais a fim de garantir-lhes uma vida digna”,

disse Al-Nashif. A OIT qualificou a situação como “extremamente preocupante” e fez um apelo em favor de uma ação urgente, já que o desemprego juvenil chega a 51% em Gaza.

Em um relatório publicado em junho deste ano, a OIT advertiu que a alta taxa de desemprego entre os palestinos – de 21% – e a crescente frustração pelo estancamento do processo de paz poderiam desembocar em reações mais desesperadas. Em 2011, havia 222 mil desempregados no território palestino ocupado, a maioria jovens. Mais de 70% da população palestina têm menos de 30 anos.

Em Gaza – onde morreu o jovem Abu Nada – a taxa de desemprego (30%) é três vezes superior à média do Oriente Médio (9,9%). Mais de 80% dos 1,6 milhão de moradores de Gaza dependem da ajuda internacional e mais de 40% vive em condições de pobreza. Muitos jovens sem qualificação, como era o caso de Abu, dependem de empregos temporários informais, quando os encontram. Aqueles que têm um título universitário frequentemente não conseguem encontrar um trabalho que se ajuste a suas qualificações, forçando muitos a emigrar.

 

fonte:  ONU

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