Arquivo do mês: setembro 2012

A íntegra do discurso de Assange na ONU

 

English: The logo used by Wikileaks

English: The logo used by Wikileaks (Photo credit: Wikipedia)

 

 

Tradução completa do vídeo abaixo:

Ministro Patiño, das Relações Exteriores do Equador, companheiros delegados, senhores e senhoras.
Falo hoje como homem livre, porque, apesar de preso há 659 dias sem qualquer acusação, sou livre no mais básico e importante sentido da palavra. Sou livre para dizer o que penso.
Essa liberdade existe, porque a nação do Equador concedeu-me asilo político, e outras nações reuniram-se em apoio àquela decisão.
E porque, graças ao artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, WikiLeaks pode “receber e divulgar informação mediante qualquer meio, e sem considerar fronteiras”.
E porque, graças ao artigo 14.1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, que consagra o direito dos perseguidos a buscar asilo, pela Convenção de 1951 dos Refugiados e outras convenções produzidas pela ONU, posso ser protegido – como tantos outros – contra a perseguição política.
E é graças à ONU que posso exercer nesse caso meu inalienável direito de buscar proteção contra ações arbitrárias e excessivas que alguns governos empreenderam contra mim e contra funcionários e apoiadores da minha organização. E é graças à proibição absoluta de qualquer prática de tortura, consagrada na lei comum e na lei internacional e na Convenção da ONU Contra a Tortura que continuamos a denunciar torturas e crimes, como organização que somos, não importa quem sejam os criminosos torturadores.
Agradeço a cortesia do Governo do Equador, que me garante esse espaço, aqui, hoje, para outra vez falar à ONU, em circunstâncias muito diferentes de minha intervenção na Conferência Revisora Periódica Universal, em Genebra.
Há quase dois anos, falei naquela conferência sobre o trabalho que fizemos, de expor a tortura e a matança de mais de 100 mil cidadãos iraquianos.
Mas, hoje, quero contar-lhes uma história USA-americana. Quero contar a história de um jovem soldado norte-americano no Iraque.
Esse soldado nasceu em Crecent, Oaklahoma, de mãe galesa e pai que servia a Marinha dos EUA. Os pais conheceram-se e apaixonaram-se quando o pai estava alocado numa base militar dos EUA no país de Gales.
Menino, o soldado mostrou talentos excepcionais, e em três anos consecutivos ganhou o primeiro prêmio na Feira de Ciências de sua escola. Acreditava na verdade e, como todos nós, odiava a hipocrisia.
Acreditava na liberdade e no direito de todos de buscar a felicidade. Acreditava nos valores sobre os quais se construíram os EUA independentes. Acreditava em Madison, em Jefferson e em Paine. Como muitos adolescentes, não sabia bem o que fazer da vida, mas sabia que queria defender seu país e queria aprender sobre o mundo. Alistou-se no exército dos EUA e, como seu pai, recebeu treinamento de analista de inteligência. No final de 2009, aos 21 anos, foi enviado ao Iraque.
Ali, pelo que dizem, viu um exército dos EUA que nem sempre respeitava a lei e que, de fato, praticava assassinatos e apoiava a corrupção política.
Pelo que dizem, lá, em Bagdá, em 2010, ele teria entregado a WikiLeaks, a mim, e a todos os cidadãos do mundo, detalhes que expuseram tortura de iraquianos, assassinato de jornalistas e registros detalhados da matança de mais de 120 mil civis no Iraque e no Afeganistão. Também dizem que teria entregado a WikiLeaks 251 mil telegramas diplomáticos dos EUA, que, adiante, ajudariam a deflagrar a Primavera Árabe. O nome desse jovem soldado dos EUA é Bradley Manning.
Supostamente traído por um informante, ele foi então preso em Bagdá, preso no Kuwait e preso no estado da Virginia, onde permaneceu durante nove meses em cela solitária e foi submetido a violência grave. O Relator Especial da ONU para Torturas, Juan Mendez, investigou e formalmente acusou de responsabilidade os EUA.
A porta-voz de Hillary Clinton demitiu-se. Bradley Manning, destaque da feira de ciência de sua escola, soldado e patriota, foi degradado, agredido, psicologicamente torturado pelo próprio governo de seu país. Foi acusado de crime para o qual a lei prevê a pena de morte. Passou por tudo isso, tudo que o governo dos EUA fez contra Bradley Manning visou, sempre, a conseguir obrigá-lo a testemunhar em processo contra WikiLeaks e contra mim.
Bradley Manning permaneceu preso, sem julgamento, por 856 dias. O prazo máximo para prisão sem julgamento, pela lei militar dos EUA, é de 120 dias.
O governo dos EUA tenta construir um regime nacional de clandestinidades e segredos, opacidades, distorções e invisibilidades. Um regime no qual qualquer funcionário do governo que passe informação sensível a organização de imprensa pode ser condenado à morte, prisão perpétua ou por espionagem. E, com o funcionário, também os jornalistas que recebam a informação.
Ninguém subestime a escala da investigação que foi feita em WikiLeaks. Gostaria de poder dizer que, no final, pelo menos, só Bradley Manning foi vítima da violência dessa situação. Mas o ataque movido contra WikiLeaks em relação a esse assunto e outros gerou uma investigação que diplomatas australianos disseram ser sem precedentes, em escala e natureza. Foi o que o governo dos EUA chamou de “investigação que envolveu todo o governo”.
Agências já identificadas até agora, para registro na opinião pública, que operaram nessa investigação são, dentre outras: o Department of Defense, o Centcom, a Defence Intelligence Agency, a US Army Criminal Investigation Division, as United States Forces in Iraq, a First Army Division, a US Army Computer Crimes Investigative Unit, a CCIU, o Second Army Cyber-Command. E, nessas três investigações separadas de inteligência, o Department of Justice, significativamente, um seu US Grand Jury in Alexandria Virginia, o Federal Bureau of Investigation, o qual, segundo depoimento ao juiz, no início desse ano, produziu arquivo de 42.135 páginas sobre WikiLeaks, das quais menos de 8.000 têm algo a ver com Bradley Manning. O Department of State, o Department of State’s Diplomatic Security Services. E mais recentemente fomos também investigados pelo Office of the Director General of National Intelligencethe ODNI, pelo gabinete do Director of National Counterintelligence Executive, pelaCentral Intelligence Agency, pelo House Oversight Committee, pelo National Security Staff Interagency Committee e pelo PIAB – o President’s Intelligence Advisory Board, Corpo de Aconselhamento de Inteligência do Presidente.
O porta-voz do Department of Justice, Dean Boyd, confirmou em julho de 2012 que a investigação sobre WikiLeaks prossegue, no Department of Justice.
Apesar de todas as belas palavras de Barack Obama ontem, e foram muitas, belas palavras, é o governo dele o responsável por essa campanha que quer criminalizar a prática da livre expressão. O governo dele já agiu mais, na direção de criminalizar a liberdade de expressão, que todos os presidentes dos EUA antes dele, somados. Lembro da “audácia da esperança” [título de um dos livros biográficos de Obama]… Quem pode negar que o presidente dos EUA seja mesmo muito audacioso?!
Não é atitude de audácia, o atual governo dos EUA reivindicar os méritos pelos dois últimos anos de tanto progresso?
Não é muita audácia dizer, na 3ª-feira, que “os EUA apoiaram as forças da mudança” na Primavera Árabe?
A história da Tunísia não começou em dezembro de 2010. Nem Mohammed Bouazizi pôs fogo no próprio corpo exclusivamente para que Barack Obama seja reeleito.
A morte dele é bandeira do desespero que teve de suportar sob o governo de Ben Ali.
O mundo soube, depois de ler o que WikiLeaks publicou, que o regime de Ben Ali e seu governo foi beneficiado pela indiferença, quando não pelo apoio, dos EUA – que sabia perfeitamente de seus excessos e crimes.
Por tudo isso, muito deve ter surpreendido os tunisianos a notícia de que os EUA apoiaram as forças da mudança no país deles.
Também deve ter sido enorme surpresa para os jovens egípcios, que lavaram os olhos para livrar-se do gás lacrimogêneo norte-americano, que o governo dos EUA apoiaram a mudança no Egito.
Também com enorme surpresa, muitos ouviram Hillary Clinton insistir que o regime de Mubarak era “estável”. Sobretudo depois que todos já sabiam que não era, e que seu odiado chefe de inteligência, Omar Suleiman – que nós provamos que os EUA sabiam perfeitamente que era torturador – apareceu para assumir o lugar de Mubarak.
Grande surpresa deve ter sido para todos os egípcios, ouvir o vice-presidente Joseph Biden declarar que Hosni Mubarak era bom democrata, e que Julian Assange era terrorista high tech.
É faltar ao respeito com os mortos e os encarcerados do levante do Bahrain dizer que os EUA “apoiaram as forças da mudança.” Isso, sim, é audácia.
Quem pode dizer que não é audacioso o presidente – interessado em posar como líder do mundo – que olha para aquele mar de mudança – mudança que o povo fez – e declara que a mudança é dele?
De bom, sim, a considerar, é que tudo isso significa que a Casa Branca já viu que esses avanços são inevitáveis.
Nessa “estação de progresso”, o presidente viu, sim, de que lado o vento está soprando. Melhor faria se não se pusesse a fingir que pensa que foi o governo dele que mandou o vento soprar.
Muito bem. É melhor, pelo menos, que a alternativa – ser deixado para trás, caído na irrelevância, enquanto o mundo segue em frente.
Temos aqui de ser bem claros. Os EUA não são o inimigo. O governo dos EUA não é igual nem uniforme. Muita gente, do bom povo dos EUA apoiou, sim, as forças da mudança. Talvez até Barack Obama, pessoalmente, estivesse nesse grupo. Mas tomado como governo, todo ele, em grupo, e desde o início, o governo dos EUA ativamente opôs-se à mudança.
Trata-se aqui de fazer um registro acertado, para a história do mundo. E não é justo, nem adequado, que o presidente distorça o registro histórico, buscando ganhar eleições, ou só pelo prazer de dizer belas palavras. É importante afirmar o mérito de quem tem mérito. E não se deve atribuir-se méritos a quem não tem nenhum.
Vale o mesmo para as belas palavras. São belas. E não há quem não concorde e recomende aquelas belas palavras. Todos concordamos quando, ontem, o presidente Obama disse que os povos podem resolver em paz as suas diferenças. Todos concordamos que a diplomacia deve substituir a guerra.
Também concordamos que o mundo é interdependente, que todos temos interesses e responsabilidades nesse mundo. Também concordamos que a liberdade e a autodeterminação não são valores só norte-americanos ou ocidentais, que são valores universais.
E também concordamos com o presidente, quando diz que temos de falar com honestidade, se levamos a sério aqueles ideais. Mas belas palavras se perdem, sem ações correspondentemente belas.
O presidente Obama falou com firmeza a favor da liberdade de expressão. “Os que estão no poder” – disse ele – “temos de resistir à tentação de atacar a opinião dissidente”.
Há o tempo das palavras e há o tempo das ações. E o tempo das palavras já acabou.
É tempo hoje de os EUA porem fim à perseguição contra WikiLeaks. De pararem de perseguir nosso pessoal. De pararem de perseguir gente que eles supõem que sejam nossas fontes.
É tempo hoje de o presidente Obama fazer a coisa certa e unir-se às forças da mudança. Não em belas palavras. Mas em ações belas.

Assange na ONU: “O tempo das belas palavras acabou”

Da Rede Castor Photo, com tradução da Vila Vudu

Entreouvido na Vila Vudu:  Essa matéria publicada no Portal Globo omite praticamente tudo que a seguir se assiste e/ou lê. A rede Globo “noticiou” que Assange ironiza Obama em videoconferência em evento na ONU
O “jornalismo” brasileiro [só rindo!] faz mais uma vez o papel ridículo de DEMONSTRAR que existe exclusivamente para desnoticiar os fatos e só “noticiar” opiniões , p.ex., da rede Globo [risos, risos].
Fonte: Nacif

 

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Politização dos votos no julgamento do Mensalão

Português: O Supremo Tribunal Federal (STF) na...

Discussão sobre a “Politização dos votos no julgamento do “Mensalão” no Programa Mundo Político da TV Assembleia que participamos

 

Data: 26/09/2012

Categorias: Mundo Político

Descrição: Entrevista com o prof. Alexandre Bahia, que analisa os votos dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da Ação Penal 470, o Mensalão. Ele fala sobre o papel da imprensa na cobertura do caso, das disputas entre os ministros e do significado desse julgamento para a democracia brasileira.

Pessoas: Alexandre Bahia, advogado, doutor em Direito Constitucional, professor do Ibmec e da Ufop

Sobre os Embargos Infringentes na nova etapa de julgamento do mensalão: http://www.youtube.com/watch?v=LGqHn_eoVVc

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Uruguai despenaliza o aborto

Mais recente:

– Uruguai – 1o país sul-americano a não encarcerar mulheres q fazem aborto… No Brasil a gente finge q é crime e faz de conta q milhares de mulheres não morrem por causa disso todo ano… http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,uruguai-descriminaliza-o-aborto,946863,0.htm

 

El día martes el Senado de Uruguay aprobó la ley de Salud Reproductiva y Sexual, la cual despenaliza el aborto. Esto convertiría a Uruguay en el primer país latinoamericano en legalizar el aborto.

Algo de lo que se a habla y se seguirá hablando por mucho más tiempo en países de el Sur, como se sabe la mayoría de países que están al lado sur, tienden a ser muy firmes con ese tema y no aceptan por ningún motivo que una mujer aborte o que interrumpa su embarazo.

Uruguay se convierte de esta forma en la única república en donde si alguna mujer quiere abortar, lo puede hacer sin más ni menos.

La ley dice que una mujer puede proceder a interrumpir su embarazo dentro de las primeras 12 semanas, esto quiere decir los tres primeros meses de gestación.

Según algunas cifras no oficiales en el Uruguay se practican aproximadamente 33.000 abortos al año. Una cifra muy alta desde el punto de vista de cualquier persona, esto quiere decir que en Uruguay se hacen más de 90 abortos a diario. Y si vemos la cantidad de gente que vive en Uruguay, la cifra se hace más alarmante ya que solo viven 3,3 millones de personas.

La iglesia puso el grito al cielo al saber la noticia de la aprobación de la ley, es más desde antes que se promulgue ya se estaba pronunciando contra los legisladores, amenazando que aquellos que voten a favor de la ley iban a ser excomulgados.

Muchos legisladores dijeron ser católicos y que a pesar de su voto a favor sobre la ley, lo seguirán siendo, Darío Pérez dijo que es una ley de hombres y no de Dios.

Ahora parece ser que en Uruguay el aborto va a ser aparte de legal, también va a ser más seguro ya que posiblemente se armen casas para poder abortar de una mejor manera y con todos los derechos.

Fonte: Actualidad 2.0

Mais recente:

– Uruguai – 1o país sul-americano a não encarcerar mulheres q fazem aborto… No Brasil a gente finge q é crime e faz de conta q milhares de mulheres não morrem por causa disso todo ano… http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,uruguai-descriminaliza-o-aborto,946863,0.htm

– Igreja Católica excomungará defensores do aborto no Uruguai – http://t.co/LU4lU0kB

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Eleições “livres” nos EUA: se você não é o 1% + rico, você é descartável. E idiota

 

USA Flag

 

“A posição política dos dois partidos americanos é clara: se você não é o 1%, você é descartável. E idiota”

 

Um artigo de Paul Craig Roberts aborda as eleições americanas deste ano com uma ironia devastadora, a começar pela provocação do título. Diz ele que se as convenções de partidos nos EUA valessem nota de 1 a 10 por inteligência e sensibilidade, daria zero à republicana e 1 à dos democratas:cruzescomo os EUA podem ser “a única superpotência mundial”, se os dois principais partidos políticos ignoram completamente o que acontece em casa e no mundo?

Os republicanos esperam vencer impulsionados por quatro anos de propaganda anti-Obama e suas máquinas de votar eletronicamente programadas e jamais fiscalizadas. Ininterruptamente, durante quatro anos, agentes dos republicanos inundaram a internet com retratos de Obama em que ele foi representado como “‘cidadão estrangeiro”, não norte-americano; como muçulmano (apesar de Obama ter passado quatro anos matando muçulmanos em sete países do planeta!) e como marxista (apesar de guindado ao poder pelolobby israelense, Wall Street e o complexo militar de segurança!).

O pior é que a maioria dos republicanos votará contra Obama baseados nessas sandices, apesar do estranho fato de que nenhuma comissão da Câmara de Deputados (controlada pelos republicanos, diga-se) jamais ter realizado investigação alguma sobre o estranhíssimo fato de os EUA continuarem a ser governados por um estrangeiro, muçulmano e marxista (além de negro)!

Se Obama não é cidadão dos EUA, por que os cães de guerra da agressiva Câmara de Deputados republicana não capitalizam o fato que tanto “noticiaram”? Nada mais fácil que uma Comissão Parlamentar de Inquérito investigar e determinar se o presidente, afinal, é ou não cidadão dos EUA! O fato é que, apesar da propaganda, os republicanos nada fizeram para capitalizar as loucuras espalhadas pela Internet por seus próprios agentes.

Ou os republicanos sabem que disseminam mentiras, ou não querem que o próprio Congresso declare que Obama é cidadão dos EUA, ou os republicanos, depois de destruir até a última linha a Constituição dos EUA, reduzindo-a a estilhaços de papel, sentem que inventar discussões sobre o pouco que resta da Constituição seria hipocrisia demais – uma apoteose da hipocrisia, e esta sim, indisfarçável – uma vez que não desejam que se discutam questões constitucionais e se descubra que, há muito tempo, os republicanos tratam a Constituição como letra morta.

Senão, vejamos: se os republicanos já destruíram o habeas corpus, o devido processo legal, violaram sistematicamente a leis, sejam nacionais e internacionais, ignoraram a independência entre os Poderes e criaram um Cesar imperial, por que os democratas se importariam que os EUA fossem governados por um cidadão não-americano, muçulmano e marxista (além de negro)?

Por que os republicanos não levantaram (na Convenção Nacional) a questão de, no governo Obama, o Executivo continuar mandando assassinar cidadãos norte-americanos, sem qualquer processo legal de julgamento? Não há uma linha, na Constituição dos EUA, nem na lei ordinária que autorize esse tipo de crime. Só na não-lei do estado policial de Gestapo, a que está reduzido o governo dos EUA, o presidente pode ordenar assassinatos premeditados. Mas a respeito os republicanos mantiveram silêncio absoluto. Porque essa é a parte do governo dos democratas que os republicanos apoiam e aprovam. Afinal, quem inventou tudo isso foi o presidente Bush, outro republicano, e eles têm que ser “coerentes”, certo?

Por que os democratas não discutiram, na Convenção Nacional, a questão de governos republicanos terem levado os EUA a mais de uma guerra, unicamente baseados em boatos decorrentes do 11/9, sem nunca terem investigado efetivamente os eventos do 11/9?

Não há nos EUA um único arquiteto sério, um único engenheiro estrutural competente, um único físico, um único químico, um único especialista sério em segurança nacional que tenha engolido sequer uma linha da história oficial que o governo dos EUA divulga sobre o 11/9. Até os primeiros a chegar ao local do desmoronamento, nem as testemunhas nem os sobreviventes, tampouco acreditam numa palavra sequer dessa história. No entanto, a maioria dos especialistas fica em silêncio, porque senão desaparecem as verbas de pesquisa nas universidades nas quais têm de trabalhar para viver, ou somem os projetos de arquitetura e engenharia nos seus escritórios, boicotados por ex-clientes e excelsos patriotas. Contudo, apesar de todos esses riscos, 1.700 arquitetos e engenheiros norte-americanos encaminharam documentação ao Congresso, em que demonstram por que não acreditam numa linha da explicação oficial sobre o 11/9, exigindo uma investigação que vise revelar a verdade e não “comprovar” mentiras.

Por que nenhum dos dois partidos levantou (nas respectivas convenções nacionais) a questão de como é possível que alguém ainda espere que a economia dos EUA entre em processo de recuperação, se as grandes empresas já exportaram, para sempre, milhões de empregos da classe média, sejam trabalhadores não qualificados, sejam qualificados, além de prestadores de serviços. Já faz uma década que a economia norte-americana só tem fôlego para criar subempregos, nenhum deles exportável, tipo tarefas domésticas, atendente de balcão, garçonetes, faxineiros hospitalares, etc.

Sobre empregos, os dois partidos só repetem o mais completo nonsense. Os republicanos dizem que só criará empregos quem cortar impostos dos ricos, e os Democratas afirmam que só criará empregos quem subsidiar programas de empregos. Os Republicanos dizem que os programas de empregos dos Democratas só fazem desviar dinheiro de investimentos lucrativos para enriquecer traficantes de drogas e donos de bares. Os Democratas argumentam que os impostos baixos para os mais ricos só fazem subsidiar iates, carros exóticos, aviões particulares e relógios de 800 mil dólares para o 1% – sendo que a maioria desses bens é produzida no exterior.

Nenhum dos dois partidos políticos jamais admitirá que, quando as empresas norte-americanas transferem suas fábricas para o exterior a fim de produzir produtos para o próprio mercado dos EUA, os americanos são segregados, exilados de toda a renda associada à produção dos bens e serviços que consomem. A exportação das fábricas e dos empregos é defendida por esses dois patéticos partidos políticos, a pretexto de estarem aplicando a ideologia do “livre comércio”. Ou o mantra neoliberal. Ou ambos, a cartilha rezada pelo 1% dos ricos da humanidade esquizóide.

De fato, a exportação de fábricas e empregos é uma espécie de “doação” do que um dia foi o PIB dos EUA, à China, à Índia e a outros países nos quais as empresas norte-americanas instalam suas fábricas, enquanto o PIB dos EUA escoa pelo ralo, engorda o PIB dos outros países que produzem os produtos que as empresas norte-americanas vendem a norte-americanos endividados. E economistas idiotas chamam de “livre comércio” o que qualquer um vê que é a “desindustrialização dos EUA”.

Qualquer economista inteligente – o que é um oximoro – sabe que destruir a renda dos consumidores, arrancando-lhes os empregos para exportá-los para outros países, deixa tais consumidores sem renda para comprar, sequer, os produtos cuja produção foi exportada.

Mas, nem a republicanos nem a democratas interessa admitir tal “desconexão”. Nem republicanos nem democratas podem expor-se a este risco, porque todos dependem do dinheiro das mesmas mega empresas para pagar as respectivas campanhas eleitorais. Além do mais, exportar fábricas e empregos para terras distantes faz explodir os lucros das empresas e, consequentemente, o valor das ações, os dividendos distribuídos entre os acionistas e os bônus a pagar aos gerentes e executivos.

Em síntese, por mais absurda que seja: partido político que se oponha a exportação de fábricas e empregos dos eleitores nos EUA não arranja dinheiro para campanha eleitoral, ergo não consegue ser eleito.

Assim, afinal, se cria um quadro ‘eleitoral’ no qual a “única superpotência mundial”, a “nação indispensável”, a “senhora da hegemonia mundial” está caminhando para eleições nas quaisnenhum eleitor consegue entender o que realmente está em jogo nas tais “eleições justas, livres e democráticas”.

Por que nenhum dos dois partidos perguntou: se Washington demonizou, garantindo que “isolou” totalmente o Irã, porque, semana retrasada, haviam 120 países reunidos em Teerã, na reunião do Movimento dos Não Alinhados? A propaganda de Washington está falhando? Washington já não consegue convencer o mundo de que países que Washington deseja destruir são “o mal” e merecem ser destruídos?

Mas se a propaganda de Washington começa a fazer água, também começa a fracassar seu poder hegemônico. Se Washington planeja aliar-se à mais atrasada ideologia neoconservadora para tentar manter-se como potência hegemônica, então Washington também está fracassando. E já não existe a tal “única superpotência” que os EUA ainda fingem ser.

Especialistas em política externa (nenhum deles contratado por qualquer dos dois grandes partidos norte-americanos) já perceberam que Washington há muito trocou o “soft power” pelas mais descaradas mentiras e os mais injustificados ataques militares contra sete países muçulmanos, o “plano” de cercar a Rússia com bases de lançamento de mísseis, além de cercar a China com bases aéreas, navais, quartéis e marines.

Em outras palavras: se já nem Washington acredita na força moral de Washington, resta a força financeira e a militar – aliás, forças insuficientes (posto que advindas da mentira e da coerção) e, a longo prazo, condenadas ao fracasso.

Nem republicanos nem democratas perguntam por que os EUA estão em guerra contra os muçulmanos, ao lado de Israel. Por que norte-americanos são mandados à guerra, perdem braços, pernas, a própria vida, e os EUA empobrecem porque o déficit de guerra já é impagável, o que significa que o povo norte-americano compromete o futuro dos próprios filhos e netos por… Israel?!

Vote em quem votar, seja qual for o partido ou o candidato votado, quem votar nos EUA em novembro estará votando a favor de Israel. E do autodescarte.

A saída dos dois partidos é botar a culpa pela bancarrota nacional no pouco que Washington faz pelos norte-americanos mais pobres. A bancarrota dos EUA é culpa da Seguridade Social, do Medicare, dos bônus de alimentação, dos subsídios à moradia, das bolsas de estudo – de qualquer coisa e de tudo que ajude mais os cidadãos que o 1%.

Em resumo, a posição política dos dois partidos é clara: se você não é o 1%, você é descartável. E idiota.

 

 

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Australia lawmakers reject same-sex marriage legislation

 

Australia lawmakers reject same-sex marriage legislation
Keith Herting at 10:00 AM ET

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[JURIST] Legislation intended to legalize same-sex marriage [JURIST backgrounder] in Australia was overwhelmingly voted down on Wednesday. The Marriage Amendment Bill 2012 [bill, PDF], introduced to the House of Representatives by Labor MP Stephen Jones[official websites], was rejected by a vote of 42-98. The legislation failed despite 64.3 percent of the population supporting the bill, according to a survey [report, PDF] of 276,000 people conducted by the House of Representatives. The uneven vote may be partly attributed to Liberal MPs not being allowed a free vote by their party; Labor MPs were allowed to vote their conscience. At the close of debate on the bill, Jones argued [transcript]:

The case for the bill is simple. It is about equality, it is about recognition of relationships-the validation of those relationships-and it is about saying to people who are often excluded, alienated or discriminated against, “You know what? You are okay. What’s more, you are better than okay: your relationship is just as valid as mine is in my marriage to my wife.”

Same-sex marriage advocates are expected to re-focus their effort towards recognizing the unions on a state-by-state level.

Same-sex marriage recognition has been a contentious issue both internationally as well as within the US. Thus far in 2012 FranceGermany and Scotland [JURIST reports] have all seen new efforts to get same-sex marriages recognized. Earlier this month the US Department of Justice asked the US Supreme Court toconsider two more challenges [JURIST report] to the Defense of Marriage Act (DOMA) [text], which prohibits federal recognition of same-sex marriages. In July a lesbian couple filed a lawsuit in the US District Court for the Central District of California [official website] in a DOMA challenge that seeks to achieve for gay and lesbian couples the same federal immigration rights afforded to heterosexual couples [JURIST report].

Fonte: Jurist

 

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MEC vai criar plano contra violência e homofobia nas escolas

 

MEC vai criar plano contra violência e homofobia nas escolas

O ministro Mercadante (esq.) afirmou que é preciso construir uma cultura de convívio com a pluralidade (Foto: Edson Lopes/Conselho Federal de Psicologia)

São Paulo – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Verona, assinaram hoje (20) um convênio para o estudo da violência e elaboração de um plano para o combate à homofobia nas escolas. A parceria foi firmada durante a cerimônia de abertura da 2º Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, em São Paulo. O evento termina no sábado (22).

“Esperamos com esse convênio um trabalho intenso em toda a rede, com trabalho de campo, para o desenvolvimento de políticas para uma escola acolhedora, uma cultura de paz, tolerância, convívio com as diferenças, com a pluralidade sexual, racial, religiosa, que enfrente o preconceito e a discriminação e coloque a escola pública em outro patamar e prepare o país para essa nova era do conhecimento”, disse o ministro.

Mercadante destacou o desafio de colocar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação como eixo estruturante de uma política de inclusão. “E a educação precisa do respaldo intelectual dos psicólogos”, afirmou. Ele lembrou as ações do MEC voltadas à ampliação do atendimento nas creches (o país tem apenas 23% das crianças pequenas matriculadas nesses estabelecimentos) por meio do programa Brasil Carinhoso, e do tempo de permanência na escola dos alunos do ensino fundamental vão requerer o trabalho desses profissionais.

A Mostra Nacional de Práticas em Psicologia é um evento comemorativo dos 50 anos da regulamentação da profissão de psicólogo. Além do ministro Mercadante, estiveram na cerimônia de abertura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde e da Secretaria de Direitos Humanos.

Em uma mensagem gravada em vídeo, o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, lembrou que o psicólogo, que trabalha para reduzir o sofrimento das pessoas e conhece a mente humana, é cada vez mais necessário em políticas para o setor, onde são previstas a ampliação da oferta de centros de atendimento psicossocial (Caps) e de consultórios de rua.

 

Kit anti-homofobia

Em maio de 2011, o então ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que kit-antimofobia que estava sendo preparado para combater o preconceito contra homossexuais na escola poderia incluir outros grupos que também são vítimas de discriminação. A sugestão havia sido feita pela Frente Parlamentar em Defesa da Família.

No entanto, após pressão da bancada religiosa, o governo recuou no projeto.

kit foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito, mas foi cancelado depois que a presidenta Dilma Rousseff assistiu a um dos vídeos e não gostou do conteúdo.

 

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Prof. José Miguel Garcia Medina

A motivação da decisão judicial em princípios jurídicos, regras com conteúdo vago ou indeterminado e cláusulas gerais exige do juiz um modo peculiar de atuação (cf. o que escrevi neste post). Aumenta, também, a importância da jurisprudência – ainda que não sumulada, mas especialmente se sumulada – na orientação sobre o modo como a norma jurídica deve ser interpretada.

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