Comissão da Verdade: Justiça, resultados ou esclarecimentos?

            A Comissão da Verdade, vem sendo cobrada por representantes das famílias dos desaparecidos por mais transparência e divulgação dos termos dos depoentes que por ali passaram até hoje, depois de noventa dias de funcionamento, seus integrantes são pressionados por resultados e esclarecimentos.
Falam no sigilo em nome dos resultados.
Nestes tres meses de funcionamento foram coletados dois depoimentos. Sendo um deles do ex-delegado Claudio Guerra e o outro do legista Harry Shibata.
È suficiente, é muito ou é pouco o que disseram diante dos membros selecionados a lupa pela Presidência da Rapública?
Diante da inquietação dos parentes e familiares, ressaltada pela presidente da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Criméia Almeida que assim desabafou: – Se são 24 meses, desanima um pouco saber que três foram para se organizar- reclamou.
Falta de coragem não há de ser, pois todos seguem o preceito dos versos de Guimarães Rosa proferidos pela presidenta em seu discruso de posse:
-“ Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”
É com esta coragem que vou governar o Brasil.
A verdade é que para desenterrar profundamente uma história encoberta nas suas entranhas pela ferocidade e auto-proteção miltar, ainda corporativa e com respostas lacônicas aos membros da Comissão da Verdade, que enfrentam a resistência das Forças Armadas com ironias através do Ministério da Defesa, de que todos os documentos solicitados foram destruídos, é necessario muito mais que boa vontade, é necessario muito mais que a imensa capacidade intelectual e cultural dos integrantes da comissão, é necessario que haja respeito, luta, punição e justiça.
Se não, voltaremos ao dilema de debater a justiça.
A quem confiaríamos melhor nosso rebanho de ovelhas?
Ao pastor ou ao homem justo?
João Vicente Goulart
Diretor do Instituto João Goulart
Recebido por e-mail do Instituto João Goulart
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